quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Leio-te no teu silêncio


"Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte."

Alexandre O'Neil

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Another Likely Story

"Don't tell me
It's another likely story
Could've pinned it on you from the start...."

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

We are Perfect Strangers....

Esta é toda para ti "Anónima"...
obrigada por me leres,
só por seres leitora assídua,
já Gosto um pouco mais de Ti..

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Just Take on me....Take me on....

"We're talking away
I don't know what I'm to say

I'll say it anyway.
To r ly is another day to find you shying away

I'll be coming for your love
o.k.?
Take on me - take on me - take me on - take on me -
I'll be gone in a day or two.

So needless to say I'm odds and ends

But that's me stumbling away

slowly learning that life is o.k.
Say after me it's no better to be safe than sorry.
Take one me,
take on me,
take me on,Take on me...
I'll be gone in a day or two.

Oh
the things that you say

is it live or just to play my worries aways
You're all the things I've got to remember

You're shying away
I'll be coming for you anyway.

Take on me,
take on me, take me on..take on me...
I'll be gone in a day - take on me....
I'll be gone -
take on me ...
in a Day....."

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

A Viagem de todos os contrastes.













Hoje é o primeiro dia, do resto da Tua Vida.

"A principio é simples, anda-se sózinho
passa-se nas ruas bem devagarinho
está-se bem no silêncio e no borborinho
bebe-se as certezas num copo de vinho
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Pouco a pouco o passo faz-se vagabundo
dá-se a volta ao medo, dá-se a volta ao mundo
diz-se do passado, que está moribundo
bebe-se o alento num copo sem fundo
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E é então que amigos nos oferecem leito
entra-se cansado e sai-se refeito
luta-se por tudo o que se leva a peito
bebe-se, come-se e alguém nos diz: bom proveito
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Depois vêm cansaços e o corpo fraqueja
olha-se para dentro e já pouco sobeja
pede-se o descanso, por curto que seja
apagam-se dúvidas num mar de cerveja
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

Enfim duma escolha faz-se um desafio
enfrenta-se a vida de fio a pavio
navega-se sem mar, sem vela ou navio
bebe-se a coragem até dum copo vazio
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida

E entretanto o tempo fez cinza da brasa
e outra maré cheia virá da maré vazia
nasce um novo dia e no braço outra asa
brinda-se aos amores com o vinho da casa
e vem-nos à memória uma frase batida
hoje é o primeiro dia do resto da tua vida."

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

YOU ARE AMAZING GUYS!!!DM FOREVER!!!!

De braços abertos, alma expectante e coração rendido, mesmo antes dos primeiros acordes. Foi assim que as cerca de 20 mil pessoas que lotaram, na passada noite de sábado, o Pavilhão Atlântico, receberam os britânicos Depeche Mode – uma banda, cujos concertos em solo nacional reúnem memórias agridoces, não tivessem dois deles (o mais recente no passado mês de Julho, aquando do Festival Super Bock Super Rock) sido cancelados, pouco tempo antes da banda de Dave Gahan pisar o palco.

Desta feita, quis o fado (e as preces de milhares de fãs, saudosos e calejados) que a «tragédia» não se repetisse e, pelas 21h40 de dia 14, Martin Gore, Andrew Fletcher e «Super-Dave» entravam em palco, adornado com o típico ecrã gigante e com uma gigante bola de espelhos, com toda a genica e robustez que os faz ser apontados como uns dos melhores performers que a indústria musical já conheceu.

Ditava o nome da digressão na qual o espectáculo estava inserido, que o concerto serviria de apresentação aos mais recentes temas do grupo, reunidos no longa duração “Sounds of the Universe”– uma suposição rigorosamente cumprida pelos três magníficos, mas apenas no início das festividades, com In Chains, Wrong e Hole to Feed a desafiarem, de uma rajada só, a ansiedade de um Pavilhão Atlântico sedento dos êxitos que marcaram toda uma, duas ou três gerações.

Fieis, mais às aspirações dos fãs, do que ao nome e propósito da tour que os trouxe a Lisboa, os Depeche Mode não se fizeram rogados e ofereceram, como se de noite de Natal de tratasse, Walkin In My Shoes, Question of Time, Precious, World In My Eyes e Fly on the Windscreen de uma só leva, revisitanto assim alguns dos mais marcantes álbuns da sua carreira, como “Songs of Faith and Devotion” (1993), “Black Celebration” (1986), “Playing the Angel” (2005) e “Violator” (1990).

Após oito músicas, onde a voz – ímpar e irrepreensível (apesar dos recentes problemas nas cordas vocais, que o fizeram cancelar duas datas em Agosto passado) – se aliou, como aliás é seu apanágio, a danças e deambulações exóticas com o microfone, Dave, qual deus do Sol em noite de chuva, ausentava-se para um merecido descanso. Era, então, tempo de Martin Gore brilhar. Sister of Night e Home, dois belíssimos exemplares de “Ultra” (1997), dispensaram a pujança da electrónica e foram entoados, ao ritmo da nostalgia, do romantismo e da introspecção, por um público extasiado, feliz.

Depois da «bonança», viria, curiosamente, a «tempestade» - uma tempestade de sucessos com as míticas It’s No Good, I Feel You e Enjoy the Silence, quais trovões, a incendiar a plateia, imparável, alheada de tudo e de todos, desejosa que aqueles momentos, pelos quais aguardara tantos anos, não mais tivessem fim.

O fim fez-se anunciar, contudo, pouco depois, com a Never Let Me Down Again, do “Music For Masses” (1987), a encerrar uma etapa, retomada minutos depois com o encore da praxe, onde a Behind the Wheel e a incontornável Personal Jesus foram «rainhas e senhoras».

alinhamento do concerto:

In Chains
Wrong
Hole to Feed
Walking In My Shoes
Question of Time
Precious
World In My Eyes
Fly on the Windscreen
Sister of Night
Home
Miles Away/The Truth Is
Policy of Truth
It's No Good
In Your Room
I Feel You
Enjoy the Silence
Never Let Me Down Again

One Caress
Stripped
Behind the Wheel
Personal Jesus

Here I go now..


Como o mote deste Blog,
foi antes demais,
o Mundo,
as minhas viagens,
e como de resto tenho estado
tão sossegada na escrita,

demasiado ocupada,
e menos inspirada, sei lá....
Pois aqui vou eu neste roteiro,
neste itenerário,
à volta trago seguramente
estórias para contar....